Vácuo da mente
Lembro do tempo do vazio que parecia pertencer a mim,
eu era dono dele, ele era meu território.
Então fora dele nada me pertencia e eu não pertencia a nada.
Isso era óbvio já que por dentro era o vácuo.
Não entendia ainda esse estado.
Era difícil entender que eu não precisava pertencer a nenhum mundo que não fosse o meu.
Fácil era pra quem estava de fora:
"Questão de atitude meu amigo"
Quando um emaranhado de barbante cheio de nós? Leva tempo o reparo.
Me poupe da sua falsa compaixão!
me apunhalou pela costas.
E foi isso que como num despertar me fez saber que não me pertencia, e eu não pertencia a ele.
E a quem pertencia ?
A quem escolhe.



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